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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Apenas aumente o som

Dois videozinhos do Festival de Goodwood, realizado no início do mês, na Inglaterra. É um evento tradicional, que reúne carros de corrida de várias épocas, com pilotos lendários e a turma atual também, pilotando carros históricos.

No 1º vídeo, uma compilação de carros e mais carros. No 2º, uma voltinha na Williams FW-13B, de 1990, pilotada naquele ano por Thierry Boutsen. A carona é com o piloto Alex Lynn.

Festival de Goodwood... Anotado na lista para daqui há alguns anos...



sexta-feira, 17 de abril de 2015

Há 21 anos



Adoro esses videos amadores, de torcedores nas arquibancadas dos GP`s. Principalmente os mais antigos, já que era muito mais raro alguém se dispor (e ter grana) para levar um equipamento para filmar uma corrida. Hoje, qualquer celular faz isso, com excelente qualidade.

Mas vejam essa pérola que achei na Internet: algum japinha que estava nas arquibancadas de Aida, no Japão, fez imagens da corrida em 1994. Ayrton Senna ainda lutava contra os problemas da Williams e precisava marcar pontos após a desastrosa estréia em Interlagos. Fez a pole mas, na primeira curva, foi acertado por Mika Hakkinen, saiu da pista e depois Nicola Larini completou o serviço. A corrida aconteceu há exatamente 21 anos, no dia 17/04. Nunca tinha notado que a pancada de Larini tinha entortado a suspensão da Williams. E vejam que Senna quase é atropelado pelo próprio carro, quando o fiscal atrapalhado tenta erguê-lo com o guincho.

De fato, um começo de temporada dificílimo para o brasileiro. Principalmente porque, duas semanas depois, em Ímola, aconteceu aquilo que todos já sabemos.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

É bom ter paciência

Pelas mãos de Bobby Rahal, a Honda chegou à Indy. Mas o resultado...

Neste fim de semana, teremos mais uma chance de conferir como será o desempenho da McLaren nessa nova parcerias com a Honda, que até aqui vem sendo decepcionante. Aliás, pensando nesse início de relacionamento complicado, acabei me lembrando de uma história que pode mostrar a Ron Dennis que o melhor caminho é ter paciência com os japoneses.

Depois de deixar a Fórmula 1 no final de 92, após anos de uma parceria vitoriosa com a mesma McLaren, a Honda voltou seus olhos para uma categoria que vinha crescendo exponencialmente, inclusive para fora dos EUA: a Fórmula Indy.  E para entrar lá, foram logo atrás de uma equipe de enorme estrutura, a Rahal Hogan, cujo dono e piloto principal era Bobby Rahal, tricampeão da Indy, uma das lendas do automobilismo norte-americano. A expectativa era enorme.

Infelizmente, a entrada da Honda na Fórmula Indy não poderia ter sido um fiasco maior. O motor japonês simplesmente não tinha potência para acompanhar os Ford e, principalmente, os Ilmor, que levaram a Penske a dominar a temporada. O auge do vexame aconteceu justamente em Indianápolis: sem conseguir se classificar, Bobby apelou para Roger Penske, que lhe emprestou dois motores Ilmor para que ele pudesse colocar seu carro e o do outro piloto do time, Mike Groff, no grid. Conseguiram e optaram por correr com os Ilmor, deixando a Honda de fora da mais tradicional corrida de automóveis do mundo.

Ao final do campeonato, Rahal terminou com apenas 59 pontos na tabela, em décimo lugar. Com o saco cheio depois de tantas quebras e decepções, o velho Bobby pôs os japoneses para correr, e fechou contrato com a Mercedes-Benz para 95.

Mas a Honda não queria, e nem podia, desistir do investimento e foi atrás de uma estrutura mais modesta para continuar o desenvolvimento do seu motor. E encontrou o que precisava na Tasman, equipe que estrearia na Indy naquele ano, com um carro pilotado pelo também estreante André Ribeiro. O veterano Scott Goodyear pilotaria um segundo carro, em algumas provas.

André Ribeiro e a Tasman acreditaram no projeto, e deram
aos japoneses sua primeira, de muitas vitórias

E começou a virada. Acoplado a um chassi Reynard, e calçando pneus Firestone, o motor Honda formaria o embrião do conjunto que seria sensação da Indy pelos próximos anos. E, já em 95, a Tasman quase venceu em Indianápolis, um ano após não se classificar. Só não conseguiu a vitória, porque Scott Goodyear cometeu um erro de principiante na última relargada, ultrapassando o Pace Car antes que este tomasse o caminho dos boxes (veja no vídeo abaixo). O canadense recebeu bandeira preta, a 20 voltas do final, deixando a vitória no colo de Jacques Villeneuve. Em Michigan, outro super oval, André Ribeiro esteve perto da vitória, mas foi traído pelo câmbio de seu Reynard e abandonou quando liderava com folga.



A primeira vitória viria com o brasileiro, no finalzinho da temporada, no oval curto de New England. No final do ano, uma fila de dirigentes formou-se em frente à sede da Honda, todos querendo ver seus carros empurrados pelo propulsor japonês na temporada seguinte.

E foi a partir de 96, que a Honda disparou na Indy. Equipando os Reynard da Chip Ganassi, os japoneses faturaram os campeonatos de 1996 até 1999, com Jimmy Vasser, Alessandro Zanardi (2 vezes) e Juan Pablo Montoya. A partir de 2000, a Honda juntou-se a Penske e levou Gil de Ferran ao bi-campeonato da categoria.

E a história da Honda na Indy dura até hoje, com diversos títulos e vitórias nas 500 milhas. Ao passo que Bobby Rahal, aquele que desprezou os japoneses, aposentou-se em 1998, sendo que venceu sua última corrida em 1992.

Se Ron Dennis der uma olhada nessa história, vai entender rapidinho que o melhor é dar tempo para que os japoneses trabalhem. Eles não constumam falhar.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Para Relembrar: China

Schumacher festeja sua última vitória: uma aula na China

Domingo tem GP da China. A pista não é das piores, mas está longe de ser espetacular. Pelo menos no traçado já que, em termos de estrutura, quem já esteve no Autódromo de Xangai diz que é uma coisa assustadora, até mesmo para os padrões da Fórmula 1. Estrutura essa que é usada praticamente uma vez por ano, numa corrida com público muito reduzido. O mundo precisava de um pouco mais de simplicidade...

Bem, mas vamos relembrar. GP da China, para mim, significa a última vez que Michael Schumacher subiu ao alto do pódio. E que vitória foi aquela. Foi em 2006, última temporada do alemão antes da primeira aposentadoria. Depois de ter seu monopólio de títulos quebrado em 2005, Schumacher voltou com tudo nessa temporada, disputando contra as eficientes Renault de Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella.

Largando mais atrás, Schumacher passou as primeiras voltas preso atrás da Honda de Rubens Barrichello. Os pneus Bridgestone, da Ferrari, perdiam para os Michelin quando a pista estava seca. Mas quando começou a garoar, na metade da corrida, Michael ligou seu famoso módulo "sangue nos zóio" e partiu para cima de Alonso e Fisichella, que lideravam, mas enfrentavam problemas com os instáveis pneus intermediários da fabricante francesa.

Na parte final, com a pista começando a secar, todos começaram a trocar para pneus de pista seca. Schumacher se antecipou e voltou voando para a pista. Superou Alonso nos boxes, mas ainda precisava ser mais rápido que Físico.

A Renault trouxe Giancarlo para os boxes, ele colocou pneus de pista seca e voltou para a pista ainda à frente do Alemão. Quando saiu dos boxes, Michael fez isso:




Com duas rodas para fora da pista, Schumacher despachou Fisichella como quem afasta uma mosca incômoda e seguiu para a vitória, com Alonso em segundo. Ali, Michael empatava a disputa com o espanhol, mas um motor estourado na corrida seguinte, no Japão e um pneu furado em Interlagos sacramentaram o bi-campeonato de Fernando Alonso.

Mas foi uma vitória para mostrar ao mundo da F1 a falta que sentiríamos de Schumacher nos anos seguintes. 

domingo, 23 de março de 2014

Passeando em Paul Ricard e Sonoma

Dois vídeos bem bacanas, feitos com Helmet Cam (aquela que é acoplada ao capacete):

Primeiro, Lucas di Grassi acelerando o Renault de 2010, que a Pirelli usa para testes, em Paul Ricard:


Depois, Simon Pagenaud, da Indy, dando umas bandas com seu carro em Sonoma: 


De arrepiar!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Para relembrar: Melbourne

Damon Hill vence com a Williams toda imunda com o óleo de Villeneuve: uma F1 diferente

Desde 1996 realizado na pista de Melbourne, o GP da Austrália, por ser o primeiro da temporada, costuma reservar estréias especiais e inesquecíveis. Este ano não será diferente: Kimi Raikkonen na Ferrari, Felipe Massa na Williams, Pastor Maldonado na Lotus, Daniel Ricciardo na Red Bull, Daniil Kvyat na Toro Rosso, são os que me lembro. A principal estréia, claro, o novo regulamento, que parece ter dado uma bagunçada geral na ordem de desempenho das equipes.

O GP de 96 também teve estréias interessantíssimas:
_ O novo sistema de largada, com a sequência de luzes vermelhas, que permanece até hoje.
_ Jacques Villeneuve, que estreava na Fórmula 1 e na Williams com pole position.
_ Schumacher e Irvine na Ferrari.
_David Coulthard na McLaren
_ Alesi e Berger na então campeã Benetton.
_ Um brasileiro, Ricardo Rosset, chegando à F1 pela Arrows.
_ Martin Brundle na Jordan, ao lado de Rubens Barrichello.

A corrida está disponível em partes no Youtube e posto a parte inicial da prova abaixo. Para ver o resto, é só ir clicando nos links ao lado. Muito interessante de assistir e ver como a dinâmica de uma corrida deF1 mudou ao longo dos anos. E para melhor. Com exceção das Williams, que andaram juntas o tempo todo, os outros pilotos chegaram ao fim separados por diferenças enormes, de mais de 20 segundos. Ponto para Bernie Ecclestone que, ao longo dos anos, formatou o regulamento para permitir uma igualdade maior entre os carros.

Chamou a atenção também a fortíssima estréia de Villeneuve, liderando toda a prova à frente de Damon Hill, inclusive ultrapassando o companheiro com uma bela manobra, quando este saiu dos boxes à sua frente. Só perdeu a corrida porque seu motor falhou a cinco voltas do fim, dando chance a Hill de recuperar a posição, vencer, e arrancar para o seu primeiro e único título.

Muito legal ver também o upgrade imediato que Schumacher proporcionou à Ferrari,levando a equipe que até 95 era a quarta força do campeonato à incomodar os líderes pelo menos no início da prova. Por outro lado, o erro da Benetton em apostar em uma dupla desgastada como Berger e Alesi, com pilotos jovens e promissores no grid podendo ocupar seus cockpits, como Barrichello, Panis ou Frentzen.

E, por fim, uma palavra sobre a transmissão: narração sóbria e equilibrada de Galvão Bueno, com comentários pertinentes e bem colocados de Reginaldo Leme. Sem ficar o tempo todo tentando defender os pilotos brasileiros os dois chegaram a observar, corretamente, o erro crasso cometido por Rosset no começo da prova, ao tentar fazer uma ultrapassagem. Hoje em dia, é inadimissível falar em erro de piloto brasileiro, que são praticamente infalíveis aos olhos da transmissão, mesmo com as imagens mostrando o contrário.

Bem bacana relembrar uma Fórmula 1 de outros tempos, na semana em que a categoria volta a ser disputada.



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Raridades...

Vídeos com carros antigos de Fórmula 1 sempre me pegam. Onde estão estes modelos? Quem pode pilotá-los? Como encontrá-los?

O vídeo abaixo é da Williams que, aparentemente em 2012, colocou Valteri Bottas para pilotar um FW14b, uma das máquinas mais incríveis da história. Muito legal ver o cuidado dos membros da equipe com o carro e a reação do piloto após a experiência.

Reparem que foram utilizados equipamentos originais de 1992 no monitoramento do carro. Sensacional!